A lenda do Açaí

E
m uma determinada tribo indígena na Amazônia havia muita fome. O chefe da tribo não sabia o que fazer para amenizar o problema, os índios sofriam, outros choravam e gritavam de fome. Não havia o que comer. A pouca alimentação que tinha não dava para todos. A aldeia estava em crise.
Determinado a acabar com a falta de comida, o chefe foi pensar. Passou horas procurando uma solução, até que teve uma ideia. Voltou à tribo e comunicou a todos que já tinha uma solução para o problema. Todos se reuniram para escutar as palavras do líder.
O chefe da tribo decretou uma lei, que durante o período de lavoura, nenhuma mulher na tribo poderia engravidar, todas teria que trabalhar junto com o seu companheiro para cultivar a alimentação, e quem descumprisse a lei engravidando, seu filho seria sacrificado. A lei duraria, enquanto houvesse falta de comida. Na fartura, as mulheres poderiam engravidar.
Assim a população da tribo se manteria estagnada, enquanto a lavoura amadurecia para alimentar a todos.
Mas uma mulher acabou engravidando durante o período da lei. Como a lei decreta, o chefe deveria sacrificar a criança assim que nascesse. Mas como sacrificar uma criança que é seu primeiro neto? A filha do chefe era a mulher grávida!
A criança nasceu, como líder, o chefe deveria dar o exemplo, e assim o fez. A criança foi sacrificada, deixando triste sua linda filha Iaça. Ela se agarrou a uma palmeira, e lá chorou até a morte.
Triste com o acontecimento, o chefe decretou outra lei, que todos deveriam se alimentar dos frutos daquela árvore, quando ela frutificasse, e que os frutos teriam o nome de sua filha Iaça escrito de forma contraria, Açaí.

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