O MOVIMENTO OPERÁRIO


Para se estudar a história do movimento operário e sua identificação com os postulados do Socialismo, é necessário relembrar as condições de vida e de trabalho da classe operária a partir da Revolução Industrial.
Os operários jamais aceitariam passivamente as novas condições. As diferenças sociais tornavam-se mais agudos, passando a existir uma diferenciação até mesmo de locais de moradia da burguesia e do proletariado.
Tais condições produziram a resistência, que foi o movimento “ludita”. Inspirados em Ned Ludd, os operários ingleses deram início à destruição de máquinas, identificadas como as responsáveis pela sua situação de miséria. A reação governamental foi violenta, com perseguições aos luditas, havendo até mesmo condenações à morte.
A partir de 1830, observa-se um agudo momento na luta operária: o movimento Cartista. Os operários ingleses haviam criado a “Associação dos Operários”, considerado ilegal pelo governo. Dessa associação partiu, em 1837, a publicação da “Carta do povo”, onde se propugnava o sufrágio universal masculino, o voto secreto, a remuneração dos parlamentares, uma representação mais igualitária nas eleições, entre outros itens. O que se pretendia, em última análise, era permitir uma representação política do proletariado. Greves, passeatas, comícios, foram organizados para pressionar o Parlamentar que, no entanto, recusou a “Carta do povo”. O movimento se esvaiu, por volta de 1848, devido à repressão governamental.
A partir daí, o interesse operário se dirigiu para a formação das “Trade Unions”, ou seja, associação dos trabalhadores, com objetivos inicialmente assistenciais. Destas “Trade Unions” surgiram, no final do século, os sindicatos. Num primeiro momento os sindicatos tiveram uma preocupação nitidamente assistencialista e, posteriormente, procuraram formalizar objetivos que garantiriam uma transformação social mais ampla.

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